sábado, 7 de setembro de 2013

Melhores maneiras de curar uma ressaca



Ah a maldita ressaca. Depois de uma tarde ou noite (ou manhã se você for alcoolatra) de enfiação de pé na jaca, vem aquela famosa dor de cabeça, cansaço, boca seca, enjoos, caganeira, desidratação, vômitos, zonzeiras e outros sintomas que variam de pessoa para pessoa. Todos horríveis com certeza.




Mas há maneiras de atenuar os efeitos da canjibrina. Antes de enumerar os possíveis dribles que podemos dar na manguaça, vamos derrubar alguns mitos primeiro:




Mito #1 - Tomar café


Mentira mentirosa. O café possui cafeína que atua também como diurético. Se você já esta desidratado por causa do alcool, tomar café vai piorar o quadro. A única vantagem da cafeina é que ela acelera seu metabolismo, mas dependendo da quantidade de alcool que você consumiu horas antes, será necessário tomar quantidades enormes de café pra acelerar seu metabolismo. E tomar quantidades enormes de café é perigoso, pois causa aumento na pressão arterial. Na verdade o café deve ser tomado em pequena quantidade simplesmente porque ele está quente e doce, sendo que vai fazer com que você possa se sentir um pouco melhor. Mas não vai curar sua ressaca e é provavel que possa irritar ainda mais seu estomago se tomado em grandes quantidades.



Mito #2 - Beber de novo


Existe aquela piada de que o melhor jeito de acabar com uma ressaca é beber de novo. Errado. As pessoas só se sentem melhor depois de beber de novo porque o alcool vai anestesiar suas respostas neurológicas. Mas no fim o efeito anestésico vai passar e você estara mais intoxicado e mais desidratado, resultando numa ressaca pior.


Mito #3 - Tomar aspirina


Esse medicamento tem pouca efetividade num quadro de intoxicação por alcool. Tem uma janela muito pequena de efeito e misturado com as moleculas de alcool pode se tornar prejudicial para seu estomago, rins e fígado. Misturar quaquer medicamento com alcool é a pior cagada que você pode fazer.



Mito #4 - Fazer exercícios pesados


Péssima idéia se você ainda estiver com alcool no seu sistema circulatorio. Já que exercicio causa desidratação e a queima calórica vai causar um desconforto ainda maior. Você vai se sentir duas vezes mais cansado. Caso seja yoga ou alguma atividade leve, desconsidere essa informação.


Mito #5 - Beber ovo cru


Você não é o Rocky. Apesar do ovo conter cisteína que ajuda o fígado a quebrar as moleculas do alcool, isso não vai te ajudar em nada a não ser piorar os efeitos de um enjoo ou te infectar com salmonela.




Mito #6 - Tomar uma overdose de vitaminas (em capsulas ou comprimidos)


Não vai ajudar seu corpo a absorver o alcool e vai sobrecarregar mais ainda seu fígado já sobrecarregado.


Mito #7 - Comidas gordurosas

Comidas gordurosas podem por um lado ajudar porque são alimentos que vão diminuir a velocidade da absorção do alcool, mas por outro lado, gordura pode aumentar o processo de irritação no seu estomago e fazer que você chame o Hugo (ou o Walter) várias vezes, causando desconforto grande e desidratação.


Mito #8 - Energéticos


Energéticos tem o mesmo efeito do café, multiplicado por 100. O alto grau de cafeína vai ajudar no processo de desidratação e ajudar no aumento da pressão arterial. Se for tomado junto do alcool (muitos misturam whisky com energético) os efeitos ruins se potencializam. Portanto saiba que Red Bull não vai te dar asas, vai é te dar uma dor de cabeça do caralho.


Abaixo um grafico que mostra como o alcool vai ter ferrar:




Então criançada nada de querer poções milagrosas pra curar a cagada que vocês fizeram no dia ou noite anterior. Abaixo as boas maneiras de ajudar o seu corpo a se recuperar das "marditas" que você virou no buteco:


Cura #1 - Água, suco e água de côco (natural)


Beba água antes, durante e depois da bebedeira. Muita água. O ideal seria tomar um copo d´agua para cada copo/lata/garrafa de cerveja ou pra cada dose de bebida destilada. Na manhã seguinte, prefira um suco natural adoçado com açucar (não (e não adoçante, que é quimico). Um suco recomendado é um que tenha grandes concentrações de vitamina C (suco de acerola por exemplo). A glicose do açucar vai ajudar na quebra das moleculas de alcool e a vitamina C vai te alimentar. Já a água de côco não só vai te ajudar na hidratação como vai repor vários minerais perdidos.


Cura #2 - Comer


Existe a lenda de que comer algo depois de beber ajuda a curar a ressaca. Na verdade o que ajuda é o que você come antes e talvez durante. Ingerir carboidratos e proteínas, verduras (repoem minerais e eletrolitos) e frutas vão te ajudar antes e depois. Tomate contem licopeno, um anti-oxidante que reduz a inflamação do corpo. Aveia é uma ótima pedida, pois contem muitos nutrientes, não pesa no estomago e tem vitamina B calcio, magnesio e ferro.


Cura #3 - Bebidas isotônicas


Ajudam a repor eletrolitos e hidratar, mas é sempre preferivel tomar água de côco se esta estiver à disposição.


Cura #4 - Chás


Alguns possuem cafeína, mas não na quantidade ruim que causa desidratação. Repoem varios minerais.


Cura #5 - Dormir


Sim dormir. Você encheu a cara na noite anterior e a tarde tem um churrascão pra ir? Esqueça do churrasco se você não quiser parecer um zumbi na segunda feira. Dormir é uma das melhores maneiras de acelerar seu metabolismo. 


Cura #6 - Dar uma boa trepada


Sim. Apesar de que sexo pode ser considerado uma atividade fisica onde você se desidrata pela transpiração assim como qualquer exercício cardiovascular, são liberadas pelo cerebro tantas substancias benéficas que você vai se sentir melhor.




E agora pra você que bebe mesmo e não tem jeito de evitar, uma pequena receita mediterranea pra quem curte encher a cara:


Antes de sair para beber coma algo saudável, nunca va beber de estomago vazio. E junto dessa refeição, tome ou adicione à propria refeição, uma colher de sopa de azeite de oliva. O azeite cria uma pelicula de moleculas no seu estomago e impede que ele absorva uma maior quantidade de alcool. Logico que isso não vai te impedir de ficar bêbado. Vai funcionar com algumas cervejas, e quando digo algumas, não quero dizer uma caixa inteira. 




E lembre-se, não dirija bêbado. Apesar de você achar que até "melhora" como motorista, esta completamente errado. Dirigir bêbado é cagada, você se mata e mata outros que não tinham nada a ver com sua bebedeira.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Entenda o que está acontecendo na Siria




Todos os dias, em todos os jornais, revistas, internet, etc, vemos alguma noticia ou matéria vinculada à guerra civil na Siria. Mas é tanta informação, que acabamos não entendendo nada. O que se sabe é que o pau ta comendo lá e tem gente inocente morrendo.


Bom, como aqui no blog também falamos de coisa séria, resolvi montar uma especie de "guia" explicando da maneira mais fácil e simples possivel e dividindo em tópicos resumidos, para que você entenda e tenha uma opinião formada à respeito.




Como tudo começou


Esse confronto na Siria começou em Março de 2011 na cidade de Deraa. Os locais sairam na rua pra protestar depois que 15 estudantes (adolescentes) foram presos (e possivelmente torturados) após serem pegos grafitando conteúdo contra o governo.

Os protestantes fizeram um protesto pacifico, pedindo a liberação dos estudantes, democracia e maior liberdade para o povo sirio. 

Mas no dia 18 de Março, o governo mandou o exército pra rua. O exercito atirou nos manifestantes matando quatro pessoas. No dia seguinte, durante os funerais dos quatro manifestantes mortos, o exercito novamente abriu fogo contra as pessoas, matando uma delas.

As pessoas ficaram tão enfurecidas e chocadas com essa atitude que a agitação e insatisfação tomou conta do resto do país (assim como aconteceu com o Brasil agora no meio do ano).


O que os protestantes queriam e o que conseguiram


No começo os protestantes queriam apenas democracia e mais liberdade. E logicamente a liberação dos garotos que fizeram o grafite em Deera.

Mas depois que ocorreu o derramamento de sangue durante os protestos e funerais, o povo queria a derrubada do presidente Bashar Al-Assad.

Logicamente que o filho da puta do Al-Assad não deixou o poder.

A violencia aumentou e o Al-Assad prometeu mudar algumas coisas na maneira como o país é dirigido, mas o povo não acreditou na palavra dele.





As atrocidades cometidas pelo governo Al-Assad


Após os problemas de Deera, as forças armadas do governo Al-Assad começaram a sequestrar, torturar, estuprar e matar pessoas (e familiares dessas pessoas) que estiveram envolvidas em protestos. Muitas crianças também foram sequestradas, estupradas, torturadas e mortas. E simplesmente mutilavam os corpos e jogavam os pedaços nas beiras das estradas. O povo começou a atirar de volta.


Uso de armas quimicas


A comunidade internacional esta pressionando o governo sirio após as alegações de que armas quimicas foram usadas agora em Agosto de 2013, na cidade de Damasco, matando mais de mil pessoas. Guerras já acontecem há milenios, mas nos ultimos 50 anos, a ONU e os seus membros, tem lavrado diversos tratados sobre armas de destruição em massa. Resumindo, sabemos que as guerras nunca vão terminar, mas pelo menos façamos delas menos horríveis, ou pelo menos, mais "justas".




Porque a população siria esta se matando entre si


Existem muitas pequenas crises naquela região que se tornaram cada vez mais insustentáveis. Pra começar, a Siria tem fronteiras "artificiais", ou seja, impostas pelas forças de colonização européias do século XIX e começo do século XX. Isso fez com que muitas etnias e religiões diferentes ficassem misturadas em um mesmo lugar. E essas colonias européias sempre favoreceram uma minoria, pra poder ter o poder através dela. 

Então de acordo com alguns analistas, o que acontece na Siria é que esta havendo um realinhamento de poder etnico e religioso que mais cedo ou mais tarde iria ocorrer. Junte isso ao governo e exercito ditatorial de Bashar Al-Assad e você tem um barril de polvora no meio de uma fogueira de festa junina.

Muitos sirios são arabes sunitas, mas no poder (incluindo a familia Al-Assad) esta uma minoria chamada alauíta que governa com mão de ferro e dá privilégios apenas pra quem faz parte dessa minoria. E há também minorias da etnia curda e arabes cristianizados. Ou seja, pra deixar a coisa mais fácil de entender. Imagine o Maracanã lotado com as torcidas organizadas mais violentas do país. Não tem grades, nem fossos e nem policia pra controlar os caras. Imaginaram?

Pra piorar a coisa toda, a jihad islamica, o Hamas, Hezbolla, Al Qaeda e todos os outros grupos terroristas se envolveram na "festa". 




Qual o papel da Russia nessa cagada toda (e do Irã)


A Russia é o maior aliado da Siria, quer dizer, do governo do Bashar Al-Assad. No conselho de segurança da ONU, a Russia tem um grande poder de veto e sempre acaba vetando qualquer iniciativa que possa prejudicar o regime Al-Assad. A Russia manda armas pra Siria. Armas que matam os civis todos os dias.

São quatro as razões pelas quais a Russia quer continuar apoiando essa carnificina:

1 - Eles possuem uma instalação naval estrategicamente importante na Siria, é a ultima instalação militar fora do país que sobrou da era da  União Soviética. Eles não querem perde-la.

2 - O governo e os governantes russos ainda tem uma mentalidade de guerra fria. E como o país não tem mais um poderio militar como tinha antes, querem manter suas alianças militares.

3 - A Russia odeia a idéia que países ocidentais comecem a meter o bico ali na suas fronteiras, veem como uma ameaça. Mais uma vez, mentalidade de guerra fria do governo russo.

4 - A Siria gasta muito dinheiro com armas vindas da Russia. O governo russo precisa do dinheiro.

No caso do Irã, é mais simples de entender. Eles querem foder com Israel (e por consequencia os EUA) pura e simplesmente. E apoiando o governo Sirio, eles estão apoiando também os terroristas que tendem a se fortalecer nessa "brincadeira" toda. 




O que os EUA e o Obama podem fazer?


Sinceramente eu não gostaria de estar na pele do Obama quando o assunto é Siria. Porque não existem boas opções pra ele. E os aliados da OTAN (Reino Unido, Alemanha, França, etc) já disseram que não vão se meter na encrenca.

Primeiro a opinião publica nos EUA: os americanos NÃO QUEREM ver os impostos deles indo pelo ralo pra resolver o problema de outras pessoas. Os EUA gastaram trilhões, isso mesmo, trilhões de dolares na guerra do Iraque. Já chega, o povo lá não quer mais ver o dinheiro deles sendo gasto fora (e eles não estão errados, estão?).

Além disso os EUA ainda não se recuperaram inteiramente da crise financeira. Ainda estão mal das pernas. Vão gastar outra montanha de dinheiro numa guerra que não é deles?

Se o Obama decidir enviar ajuda militar e armas para os rebeldes combaterem o governo Al-Assad, eles estarão ajudando também todos aqueles grupos terroristas que já citei acima e a carnificina entre os diferentes grupos etnicos e religiosos vai continuar.

Atacar por ar e mar vai levar meses, talvez anos e vai secar os cofres americanos. Atacar por terra vai custar muitas vidas de soldados americanos.

E se o Obama ficar na dele e deixar que eles se matem lá? Bom, ai vão dizer no mundo todo que o governo americano não liga pros inocentes que estão morrendo e bla, bla, bla.

Ou seja, Obama tá fudido, o cara ta num mato COM cachorro (ele também tem cachorro ehehe).


A situação dos refugiados


Muitas pessoas estão fugindo da Siria e indo para os países vizinhos da jordania, Líbano, Turquia e Iraque. Tem muita gente passando fome e sede, vivendo em campos que são montados no meio do nada, onde ocorrem todos os times de crimes que vão de estupros à assassinatos de crianças, mulheres, homens e idosos.




Resumo da ópera:


Provavelmente os EUA e mais algum aliado vão lançar alguns pequenos ataques cirurgicos, nada em grande escala, ou talvez não.

A matança vai continuar, talvez por anos infelizmente.

A Siria terá uma sociedade falida e desestruturada, onde todas as convenções de direitos humanos falharam.

A Russia vai continuar a empatar a foda na ONU e ajudar o governo tirano do Al-Assad.

Em algum momento a coisa vai esfriar, mas vão se passar decadas pra reestruturar a região.





Pois é, nem tem muito o que esperar. Sabemos que o ódio politico, racial e religioso são o que o ser humano tem de pior. E todos estão presentes nessa triste e sangrenta guerra.


Vamos esperar o melhor, apesar de saber que a paz provavelmente não virá na região.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Nada pode ser mais cute que isso!




Sempre na internet achamos coisas que nos fazem vomitar arco-íris, mas isso aqui foi demais.


Cachorrinhos de apenas 5 dias dormindo e caindo de mini sofás. Não tem como não compartilhar aqui.










sexta-feira, 11 de março de 2011

Videoclip do Dia

Hoje vamos valorizar um pouco a música nacional (ou o que sobrou dela). Hoje é a vez do Maluco Beleza. Um dos nossos orgulhos na música.



Videoclip de hoje: GITA


Gita é a controversa e lindíssima musica que faz parte do album de mesmo nome lançado pelo Raul em 1974. A música não só é sensacional, mas o videoclip  é muito, digamos, sem recursos. E o fato da total falta de recursos combina perfeitamente com a atmosfera hippie, com os anos 70 e seu abuso do efeito cromaqui. Considero uma obra de arte audiovisual.




Raul Seixas - Gita

- Eu que já andei pelos quatro cantos do mundo procurando, foi justamente num sonho que Ele me falou:

Às vezes você me pergunta
Por que é que eu sou tão calado,
Não falo de amor quase nada,
Nem fico sorrindo ao teu lado.

Você pensa em mim toda hora.
Me come, me cospe, me deixa.
Talvez você não entenda,
Mas hoje eu vou lhe mostrar.

Eu sou a luz das estrelas;
Eu sou a cor do luar;
Eu sou as coisas da vida;
Eu sou o medo de amar.

Eu sou o medo do fraco;
A força da imaginação;
O blefe do jogador;
Eu sou!... Eu fui!... Eu vou!...

Gita! Gita! Gita!
Gita! Gita!

Eu sou o seu sacrifício;
A placa de contra-mão;
O sangue no olhar do vampiro
E as juras de maldição.

Eu sou a vela que acende;
Eu sou a luz que se apaga;
Eu sou a beira do abismo;
Eu sou o tudo e o nada.

Por que você me pergunta?
Perguntas não vão lhe mostrar
Que eu sou feito da terra,
Do fogo, da água e do ar!

Você me tem todo dia,
Mas não sabe se é bom ou ruim.
Mas saiba que eu estou em você,
Mas você não está em mim.

Das telhas eu sou o telhado;
A pesca do pescador;
A letra "A" tem meu nome;
Dos sonhos eu sou o amor.

Eu sou a dona de casa
Nos pegue pagues do mundo;
Eu sou a mão do carrasco;
Sou raso, largo, profundo.

Gita! Gita! Gita!
Gita! Gita!

Eu sou a mosca da sopa
E o dente do tubarão;
Eu sou os olhos do cego
E a cegueira da visão.

Eu!
Mas eu sou o amargo da língua,
A mãe, o pai e o avô;
O filho que ainda não veio;
O início, o fim e o meio.
O início, o fim e o meio.
Eu sou o início,
O fim e o meio.
Eu sou o início
O fim e o meio.



Eu fui... eu sou... quero ser... =D

quinta-feira, 10 de março de 2011

Série do Mês (Março)

A série desse mês, eu considero como se estivesse dando um presente pra quem lê esse blog. Considero presente porque depois de assistir o que vou comentar aqui, vocês serão pessoas mudadas.

Conhecimento. 

Essa é a maior riqueza que um ser humano pode ter, uma vez adquirido, ninguém pode tirar.

Série desse mês: COSMOS



Cosmos foi uma série de TV realizada pelo astrônomo Carl Sagan e sua esposa Ann Druyan, produzida pela KCET e Carl Sagan Productions, em associação com a BBC e a Polytel International, veiculada na PBS em 1980.

A série Cosmos é um dos mais formidáveis exemplos da amplitude e eficácia que a divulgação científica pode atingir por meios audiovisuais, quando servida por uma personalidade carismática como Carl Sagan e por meios técnicos adequados.

Filmado ao longo de três anos, em quarenta locais de doze países, o programa Cosmos abriu a janela do Universo a mais de 500 milhões de pessoas. O segredo desta série de treze horas foi o talento de comunicador de Sagan, capaz de desmistificar o que até então fora informação científica inacessível. A versão escrita deste programa continua a ser o livro de divulgação científica mais vendido da história.

Carl Sagan foi um grande professor, fala de maneira fácil de entender sobre assuntos tão complicados e grandiosos. A humanidade teve uma grande perda quando ele morreu em 96, pois ele foi um daqueles seres humanos que deviam viver para sempre.


Em cada um dos 13 episódios segue uma descrição (não escritas por mim), eu recomendo que vocês assistam tudo e na ordem, vão aproveitar e aprender mais:


Partindo dos limites do grande oceano espacial, Carl Sagan embarca numa imensa viagem cósmica que começa a 8 bilhões de anos-luz da Terra. A bordo da nave espacial da sua imaginação, ele transporta-nos às maravilhas do Cosmos: quasares, galáxias em espiral, nebulosas, supernovas e pulsares. Deslizamos então para lá de Plutão, dos anéis de Urano, do majestoso sistema de saturno, e da luminosidade do lado noturno de Júpiter. Penetrando nas nuvens da Terra, encontramo-nos no Egito, onde Eratóstenes pela primeira vez mediu a Terra. O Dr. Sagan mostra-nos como isso foi feito. A Biblioteca de Alexandria, berço da aprendizagem da Antiguidade, ressuscita em toda a sua glória, para ilustrar a fragilidade do conhecimento. É então que, para nos fazer compreender a enormidade do tempo que passou desde o Big bang até hoje, Sagan nos apresenta o “Calendário Cósmico”.

Episódio 2 - Uma Voz na Sinfonia Cósmica

Como começou a vida na Terra? Há outros seres vivos em outros mundos? Carl Sagan explora a origem, evolução e diversidade da vida na terra. Com uma espantosa animação computadorizada, entramos no coração de uma célula viva para lhe examinarmos a molécula da vida: o DNA. Para compreender como a evolução ocorre, o Dr. Sagan acompanha a história do caranguejo japonês Heike, cuja forma tem gradualmente mudado conforme se foi selecionando quais os caranguejos que deveriam viver e quais os que deveriam morrer. Vamos assistir a experiências laboratoriais que nos darão idéia dos primeiros passos que conduziram à origem da vida. Seqüências animadas espetaculares acompanham a evolução humana a partir de organismos unicelulares que existiam nos oceanos. E, finalmente, conheceremos as diferentes formas de vida que poderiam habitar uma atmosfera como a do planeta Júpiter, os “caçadores”, “flutuadores” e “mergulhadores”. Acompanhe o Dr. Carl Sagan nesta incrível jornada rumo aos segredos do universo desconhecido.


Em todo o mundo, os nossos antepassados de todas as culturas tiveram conhecimentos próprios de astronomia. As suas vidas disso muito dependiam. Mas a caminhada humana desde os mais remotos astrônomos aos modernos exploradores do Cosmos derivou numa pseudociência chamada astrologia. O último astrólogo científico foi também o primeiro astrônomo moderno: Johannes Kepler. Kepler lutou pela busca de uma harmonia nos céus e deu um passo fundamental para nos conduzir à era científica. O segredo que conduziu Kepler foi um respeito descomprometido pela observação dos céus, mesmo quando, agonizante, o confrontaram com as mais enraizadas crenças que acarinhava. Os profundos conhecimentos de Kepler ensinaram-nos como a Lua e os planetas se movem nas respectivas órbitas e, mais recentemente, como viajar para eles.

Episódio 4 - Céu e Inferno

Em 1908, na Sibéria, uma explosão misteriosa abalou a paisagem, projetando árvores a milhares de quilômetros de distância e produzindo um som que se ouviu em todo o mundo. Teria uma nave espacial extraterrestre sofrido um acidente nuclear? Carl Sagan examina os testemunhos e conclui que a Terra foi atingida por um pequeno cometa. Um modelo do sistema solar demonstra a possibilidade de outros planetas terem sofrido impactos semelhantes. Tal como Immanuel Velikovsky proclamava, teria o planeta Vênus sido já um cometa gigante? O Dr. Sagan conclui que não, que as provas não confirmam a afirmação. Embarcamos numa viagem descendente através da atmosfera infernal de Vênus, para explorar a superfície de braseira, atingida esta pelo chamado efeito de estufa. O destino de Vênus pode ser uma história de alerta para o nosso mundo. O Dr. Sagan lança um aviso sensato para que sejam tomadas medidas de proteção do frágil planeta azul, a Terra.

Episódio 5 - O Blues do Planeta Vermelho

O planeta Marte vem fascinando os humanos há séculos, tanto na ficção científica quanto na ciência real. Carl Sagan nos conduz ao Observatório Percival Lowell, construído no Arizona, para estudar os “canais” de Marte, que Lowell acredita terem sido construídos por uma civilização extinta. Há alguns anos, duas espaçonaves Vikings pousaram em Marte. O Dr. Sagan nos mostra o pouso das naves e demonstra o maravilhoso equipamento que enviou milhares de fotos e informações para a Terra. Explorando a superfície do planeta vermelho, Viking não achou nenhuma indicação, nenhum artefato, ou qualquer tipo de vida inteligente. Mas a possibilidade de vida microscópica, passada ou presente, ainda permanece em discussão. Segundo os estudos realizados, se já houve vida em Marte, ela desapareceu… ou pode estar em qualquer outro lugar do universo … até mesmo na Terra!

Episódio 6 - A Saga dos Viajantes

Há trezentos anos a Holanda começou a enviar seus navios mundo afora recolhendo dados sobre nosso planeta; hoje espaçonaves já navegam para todos os planetas conhecidos de nossos ancestrais. Carl Sagan leva-nos ao Laboratório de Propulsão a Jato para compararmos a empolgante viagem exploratória a bordo de um navio com a emocionante experiência dos cientistas que presenciaram as primeiras imagens das luas de Júpiter, tomadas pela espaçonave Voyager. Comandada pela Dr. Sagan, a espaçonave da imaginação segue a trilha da Voyager levando-nos aos anéis de Saturno e a seu satélite Titã, cuja atmosfera é rica em material orgânico. E após explorar Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, a nave Voyager continuará cruzando para sempre o grande oceano interestelar.

Episódio 7 - A Espinha Dorsal da Noite

O que são as estrelas? Tempos houve em que os humanos curiosos imaginaram que as estrelas eram fogueiras no céu, mantidas acesas por magia, ou pensaram que a Via Láctea era a “Coluna Vertebral da Noite”. Há 2300 anos, na ilha grega de Samos, um homem de nome Aristarcos sugeriu que era o Sol e não a Terra que estava no centro do sistema solar. Ele foi o culminar duma tradição com 200 anos, agora amplamente esquecida, segundo a qual leis naturais e não deuses caprichosos regiam o universo. Na caverna de Pitágoras, em Samos, Carl Sagan descobre também um lado diverso do pensamento grego, o mundo místico guardado por uma irmandade erudita que trabalhava para ocultar do povo o conhecimento que possuía. O tema deste episódio é o nascimento do pensamento científico na nossa civilização e em nós mesmos. O Dr. Sagan viaja de volta ao bairro de Brooklyn onde ele próprio se começou a envolver no estudo do universo.

Episódio 8 - Viagens no Espaço e no Tempo

Há mais estrelas no Cosmos que grãos de areia em todas as praias da Terra. Se conseguíssemos observar os céus durante milhões de anos, as constelações mudariam de forma conforme as estrelas que as compõem se movem e evoluem. Com Carl Sagan, circundamos a Ursa Maior para a vermos sob uma nova perspectiva. Numa máquina do tempo, exploramos o que sucederia se pudesse alterar o passado. Viajamos até aos planetas de outras estrelas. Refazemos o sonho de adolescente de Albert Einstein de viajar num feixe de luz; a sua teoria da relatividade prevê que cerca da velocidade da luz produziria estranhos efeitos, mas daria aos exploradores espaciais a possibilidade de, numa só vida, irem até ao centro da galáxia. Voltariam, contudo, a uma Terra muito mais velha do que aquela de onde haviam partido.  

Episódio 9 - A vida das Estrelas

A maioria dos átomos dos nossos corpos foram feitos no interior das estrelas. “Somos matéria estelar”. Com animação computadorizada e espantosa arte astronômica, nôs é mostrado como as estrelas nascem, vivem e morrem. Carl Sagan persegue a origem e a natureza dos buracos negros, objetos com uma gravidade de tal ordem que a luz não consegue sair deles. O “último dia perfeito” da terra é representado daqui a 5 bilhões de anos, após o que o Sol, entrando na fase vermelha gigante, reduzirá a Terra a cinzas carbonizadas. Testemunhamos a explosão de estrelas distantes que produzem raios cósmicos que provocam mutações nos seres da Terra. No sentido mais profundo, a origem, evolução e destino da vida do nosso planeta estão relacionados com a evolução do Cosmos.


Qual é a origem do universo? Qual é o seu destino? Continuará a expandir-se para sempre ou sofrerá um dia um colapso? Carl Sagan explora o tempo em que as estrelas e galáxias se começaram a formar, e mostra como neste século os seres humanos descobriram a expansão do Universo. Vamos até à Índia onde uma velha cerimônia comemora os ciclos da Natureza. Tal como os modernos astrofísicos, a mitologia Hindu fala de um universo velho de bilhões de anos e da possibilidade de ciclos eternos de morte e renascimento. São explorados mundos de duas e quatro dimensões antes do Dr. Sagan desaparecer num buraco negro. Ele conduz-nos então às planícies do Novo México onde 27 rádio-telescópios gigantes sondam as mais longínquas fronteiras do espaço onde os astrônomos conjecturam qual o destino que aguarda o Cosmos: expansão eterna sem limites ou oscilação sem fim.


O cérebro humano é ponto de embarque de todas as nossas viagens cósmicas. É um repositório de informação, como são os genes que evoluíram muito mais cedo e os livros que despontaram muito mais tarde. Carl Sagan leva-nos a bordo de um navio de pesquisa oceânica para examinarmos uma das outras espécies inteligentes que conosco partilham o planeta… as grandes baleias. Ele nos mostra depois a uma caminhada pelo cérebro humano para que testemunhemos a arquitetura do pensamento. O Dr. Sagan penetra na “Biblioteca cerebral”, onde estão armazenados trilhões de bits de informação. Um pouco da informação existente nos nossos genes, nos nossos cérebros e nas nossas bibliotecas, foi lançado a bordo da nave espacial interestelar Voyager… Uma mensagem dentro de uma garrafa, dirigida a seres de outras épocas e de outros mundos. 

Episódio 12 - Enciclopédia Galáctica

Carl Sagan examina os relatos persistentes de visitantes extraterrestres à Terra e argumenta que não se encontram, entre todas as histórias de UFOs, Não há alguma prova física convincente. Numa recriação da decifração da pedra da Rosetta, ele conduz-nos ao Egito, onde Jean François Champollion foi pioneiro na decodificação das mensagens hieroglíficas deixadas por uma antiga civilização. A “Pedra da Rosetta” da comunicação interestelar, argumenta ele, é a própria ciência. O maior radiotelescópio do mundo está permanentemente capaz de receber mensagens radio enviadas por civilizações estranhas de qualquer ponto da Via Láctea. Na nave espacial da imaginação do Dr. Sagan, este permite-nos uma rápida viagem através de um “Enciclopédia Galáctica”, até ao banco de dados de um mínimo de planetas de outras estrelas. 

Episódio 13 - Quem Pode Salvar a Terra?

Este episódio é a histórica declaração televisiva que refere a necessidade urgente de uma perspectiva planetária para enfrentar a loucura da corrida aos armamentos nucleares. No passado, guerreamo-nos uns aos outros, raramente apreciando as semelhanças de todas as culturas e povos da Terra. Mas agora o mundo encontra-se no meio de uma devastadora revolução de nível mundial, conforme se vai encaminhando para uma única comunidade global. Ao mesmo tempo, as máquinas de destruição tornaram-se capazes de arrasar a nossa civilização, e talvez, até mesmo a nossa espécie. A promessa de uma grande civilização científica já foi uma vez destruída pela ignorância e pelo medo, quando no séc. V uma multidão de fanáticos destruiu por completo a grande Biblioteca de Alexandria. Voltamos, a seguir, à viagem de quinze bilhões de anos desde a explosão inicial até ao presente… Um planeta Terra infestado por sessenta mil armas nucleares. O Dr. Sagan argumenta que a nossa sobrevivência não se deve apenas a nós próprios, aos nossos antepassados, ou aos nossos descendentes, mas também a esse Cosmos, antigo e enorme, do qual despontamos.



Eu acho que esse conteúdo devia ser mostrado em todas as escolas. Porque você se diverte aprendendo sobre o que somos e onde estamos. Cosmos é uma série fascinante que não pode ser considerada apenas como um documentário científico, pois geralmente documentários causam sono, o que é diferente aqui, depois de assistir o primeiro episódio, vocês não vão conseguir esperar pra assistir os seguintes. Baixem e assistam, dêem esse presente pra vocês mesmos, esqueçam de novelas e BBB, isso não vai agregar nada à vida de vocês.

Vão adorar.

44.000.000 de cavalos e o sonho de chegar às estrelas...

Quantos cavalos (ou HP) tem seu carro ou sua moto? Tem uns 80? 100? Você é rico e tem uma Ferrari de 450 cavalos?


Fracos, todos fracos. Não passam de peidos de véia.

Mas este brinquedo abaixo, tem a força de 44.000.000 de cavalos. 



Ou pelo menos tinha. Porque hoje, com o pouso do Space Shuttle Discovery, no Kennedy space Center na Florida, começa a se encerrar a era dos "onibus espaciais". A missão STS - 133 foi a antepenultima dos voos espaciais com os shuttles e foi a ultima da Discovery, a nave espacial que mais viajou na história da humanidade. As próximas duas missões vão encerrar o programa com o Shuttle Endeavour em 19 de Abril e com o Shuttle Atlantis em 28 de Junho.

Abaixo o último lançamento do Shuttle Discovery:

Além da Discovery, outros space shutlles foram construídos: são eles o Space Shuttle Enterprise, Space Shuttle Columbia, Space Shuttle Challenger, Space Shuttle  Atlantis e Space Shuttle Endeavour. A Enterprise foi a primeira de todos e serviu apenas para testes. Com a Columbia se iniciaram as missões em 1981. 

Os shuttles Columbia e Challenger não existem mais, a Challenger explodiu na decolagem em 28 de Janeiro de 1986, matando todos os 7 astronautas a bordo e a Columbia se desintegrou na reentrada em 1 de Fevereiro de 2003, também matando toda a tripulação de 7 astronautas.


Explosão da Challenger:





Explosão da Columbia na reentrada:






Apesar dessas duas tragédias que tiraram a vida de 14 pessoas e com certeza destruiram a vida de outras mais, o programa space shuttle foi um sucesso. Mais de uma centena de missões bem sucedidas e muitas descobertas científicas que tornaram mais fácil a vida de centenas de milhões de pessoas na Terra. 


Aqui estão alguns facts da Discovery que se aposentou hoje:


• A Discovery foi entregue de sua fábrica em Palmdale, Califórnia, para o Kennedy Space Center em 9 de novembro de 1983.

• Sua primeira missão — a STS-41 D — foi em 30 de agosto de 1984. Ela foi um sucesso, com aterrissagem no dia 5 de setembro.

• Desde então ela participou de 39 missões, levando 246 pessoas e toneladas de carga para o espaço.

• Seu trajeto total é o equivalente a 5.628 órbitas ao redor da Terra.

• No total, são impressionantes 238.539.663 quilômetros. Isso significa, aproximadamente, uma ida e volta ao Sol.

• Ela colocou 31 satélites em órbita.

• Um desses satélites foi fonte de informação para todo o mundo durante mais de duas décadas: na missão STS-31, no dia 24 de abril de 1990, a Discovery colocou o telescópio Hubble em órbita. Nosso mundo e nossa percepção do universo mudou poucos dias depois.

• Ela foi a primeira nave espacial a ser lançada no espaço após o desastre da Challenger.

• Na missão STS-82, ao Discovery atingiu a altitude mais alta de toda a história do programa espacial.

• Ela transportou Sergei Krikalev, o primeiro russo a participar de uma missão da NASA.

• Ela também transportou de volta para o espaço o senador e ex-astronauta John Glenn, na missão STS-95 em 29 de outubro de 1998. Glenn foi o primeiro americano a orbitar à Terra e também o homem mais velho a adentrar o espaço.

• De forma estranha, a Discovery retornou ao espaço após o desastre da nave Columbia em primeiro de fevereiro de 2003. Foi também a primeira nave com lançamento noturno após a Columbia.

• Na missão STS-63, que partiu no dia primeiro de fevereiro de 1995, ele teve um encontro com a estação russa MIR, com a participação da primeira mulher piloto do programa aéreo espacial: Eileen M. Collins.
 
• Foi a nave final que se acoplou com a estação espacial russa MIR, durante a missão STS-91, do dia 2 de junho de 1998.

• A Discovery adentrou a Estação Espacial Internacional 13 vezes.

Após seu último pouso, hoje, a Discovery será desativada e enviada ao Museu Nacional do Espaço e do Ar do Smithsonian Institution, onde ela irá substituir o Enterprise (a única nave espacial que nunca voou para o espaço).

É uma data muito triste na história da exploração espacial. A Discovery foi uma máquina formidável e magnífica. Vai deixar saudades.

E infelizmente, o custo elevado do programa é o que esta acabando com ele. Os EUA cortam a cada ano o orçamento da NASA. Pra se ter uma idéia, cada space shuttle custa US$ 1.7 bilhão e cada missão custa US$ 500 milhões.

Eu pessoalmente acho que deveriam parar de gastar dinheiro com armas e continuar a investir na NASA. Porque o espaço é nosso futuro. Pra mim e pra muitas outras pessoas a NASA é a instituição mais fascinante, épica e aventureira criada pelos seres humanos. Ela colocou o homem na Lua e mudou toda a sociedade com suas descobertas científicas nos últimos 50 anos.

Abaixo um comercial, não oficial da NASA montado por um fã da exploração espacial. Ele usou a narração de Carl Sagan em The Pale Blue Dot. O nome do comercial é The Frontier is Everywhere (A fronteira está por toda a parte). É um lindo video, muito inspirador e mostra que esse pequeno ponto azul no meio da escuridão do espaço, é nosso maior tesouro, nossa casa.



Imaginação se torna sonhos, sonhos se tornam planos, planos se tornam realizações e a vida ganha sentido com tudo isso. Nós podemos alcançar as estrelas, basta sonhar e investir.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Videoclip do Dia

A putaria e a bebedeira do carnaval até podem ser coisas boas (são sim) mas... aquele batuque ENCHE O SACO. Então vamos tomar um antídoto, um anti-batuque. Carnaval seria perfeito se não tivesse axé, funk, pagode, sambanejo e afins. Samba é bom, mas samba de verdade, não essas misturebas de hoje que nem dá mais pra definir. Então vamos ouvir coisa boa.



Música de hoje: SINCE I'VE BEEN LOVING YOU


Esta canção fodíssima faz parte do album Led Zeppelin III do Led Zeppelin, lançado em 1970. Os solos de guitarra que o Jimmy Page faz nessa música são coisa de louco.






Led Zeppelin - Since I've Been Loving You

Working from seven to eleven every night,
It really makes life a drag, I don't think that's right.
I've really, really been the best of fools, I did what I could.
'Cause I love you, baby, How I love you, darling, How I love you, baby,
How I love you, girl, little girl.
But baby, Since I've Been Loving You. I'm about to lose my worried mind, oh, yeah.

Everybody trying to tell me that you didn't mean me no good.
I've been trying, Lord, let me tell you, Let me tell you I really did the best I could.
I've been working from seven to eleven every night, I said It kinda makes my life a drag.
Lord, that ain't right...
Since I've Been Loving You, I'm about to lose my worried mind.

Said I've been crying, my tears they fell like rain,
Don't you hear, Don't you hear them falling,
Don't you hear, Don't you hear them falling.

Do you remember mama, when I knocked upon your door?
I said you had the nerve to tell me you didn't want me no more, yeah
I open my front door, hear my back door slam,
You must have one of them new fangled back door man.

I've been working from seven, seven, seven, to eleven every night, It kinda makes my life a drag...
Baby, Since I've Been Loving You, I'm about to lose, I'm about lose to my worried mind.





Sai de mim sambanejo.

Obrigado

Dois meses se passaram e eu apenas gostaria muito de agradecer a todos que tem a paciência de ler o que eu escrevo aqui. Já tivemos mais de mil visitas no blog. Tá certo que não é nenhum twitter do Charlie Sheen, mas eu não achei que chegaria nem até a metade disso (disso que eu falo são as mil visitas e não a metade dos seguidores do Charlie).

O objetivo desse blog é só um: dividir, compartilhar. Eu compartilho tudo que me interessa com vocês aqui, faz bem pra mim escrever, eu gosto muito. Quando estou com um pouco de falta de inspiração pra escrever algo sobre o que eu penso, eu divido com vocês o que gosto, música, filmes, livros, etc.

Sei que tem pessoas que entram aqui quase que diariamente, eu agradeço a vocês também. Sei que lêem e aproveitam o conteúdo que escrevo, baixam o que coloco pra download, músicas, etc. Obrigado a vocês que sempre entram aqui pra dar uma espiada.



Voltem sempre.


P.S (pros gringos) Thanks everybody who visit the blog, i'm glad you click here and read the stuff (i don't know how you do but... keep doin') Keep visiting folks...

Filme do Dia

Recentemente, tivemos no cinema uma nova franchise de filmes. A tal saga Crepúsculo. Eu assisti o primeiro e sinceramente não gostei. Talvez nos livros seja diferente, mas uma coisa que a tal Stephenie Meyer fez, foi rebaixar os vampiros, transformou-os em novela das 8. Ok, vampiros não existem, mas juntando toda a literatura sobre, e até alguns textos religiosos, podemos ver que vampiros são entidades das trevas sem alma, que estão presos em seus corpos eternamente (até que alguma das coisas que já sabemos aconteça: luz do sol, estaca de madeira no coração, etc). E vampiros são conhecidos pela sua capacidade de seduzir. Mas eles seduzem por um único objetivo: sangue. O prazer do vampiro é sugar sangue, se alimentar, e não sexo como as pessoas comuns fazem. Outra coisa, vampiros não amam, não sentem remorsos e nada. Me desculpe quem é fã de crepúsculo, mas a dona Stephenie Meyer CAGOU NO PAU. Transformou vampiros em adolescentes apaixonados e tarados.

Ainda bem que no mundo dos vampiros há salvação. Temos a Anne Rice, que também é escritora desse tipo de literatura e dá uma banho na Stephenie. O filme de hoje é baseado numa obra dela.


Filme de hoje: INTERVIEW WITH THE VAMPIRE (Entrevista com o Vampiro)




Louis de Point Du Lac (Brad Pitt) decidiu contar sua história ao escritor Daniel Malloy (Christian Slater) em como ele se tornou vampiro no ano de 1791 aos 24 anos de idade e como foi viver os ultimos 200 anos. Louis era o dono de um plantation perto de New Orleans e tentou se suicidar quando sua mulher morreu ao dar a luz. Mas ele foi salvo, salvo por um vampiro chamado Lestat de Lioncourt (Tom Cruise). Lestat o transformou em um vampiro também. Desde então Louis nos conta sua história de como foi aceitar sua condição, enquanto Lestat o levava cada vez mais fundo ao abismo do inferno, e sair ao mundo à procura de outros vampiros.



ISSO sim é um filme vampiro.

sábado, 5 de março de 2011

O vírus que salvou o mundo! (por enquanto)

Como vocês perceberam, esse tipo de post (marcador Coisas Interessantes) é algo que vamos ter com frequencia aqui, pois eu criei o blog como entretenimento para as pessoas que o lêem. E eu não poderia deixar passar essa matéria sensacional que vi uns dias atrás, para o pessoal aqui. A matéria foi escrita por Marcos Ricardo dos Santos e Alexandre Versignassi para a Revista Super Interessante do mês passado.


Conheça a misteriosa história do Stuxnet: o programa que salvou o planeta. Ou que acabou de dar início à 3ª Guerra Mundial 

Os engenheiros se preparam para encerrar o expediente e ir para casa. A semana de trabalho tinha sido intensa, mas eles estavam satisfeitos. Tinham cumprido uma antiga promessa feita ao presidente Mahmoud Ahmadinejad: colocar em operação total mais de 8 mil centrífugas de enriquecimento de urânio em Natanz, na região central do Irã. Era o início de 2010 e agora o país estava prestes a produzir suas primeiras bombas atômicas. Foi aí que os engenheiros viram algo estranho: centenas de centrífugas tinham parado de funcionar. De uma vez. O que podia ter acontecido? Qualquer problema que desse em uma única das centrífugas, um alarme soaria a tempo de os engenheiros salvarem a máquina. Mas não. Não teve alarme.

Sabotagem, então? Quase impossível. O governo conhecia o passado de todos os funcionários com acesso à usina. E, mesmo se houvesse um alto traidor ali, ele não conseguiria fazer nada sozinho. E agora? Agora a única certeza era que a bomba iraniana iria atrasar. Talvez alguns anos.

Alguns meses depois, na Bielo-Rússia, outros engenheiros veem algo paralisante. São os técnicos da VirusBlokAda, uma empresa de programas antivírus. Eles estavam examinando o computador de um cliente iraniano em busca de ameaças à segurança da máquina. Encontraram um vírus ali.

Como qualquer outro vírus, esse se espalhava via internet. E como qualquer outro vírus ele tinha um nome de batismo escrito em seu códgo-fonte. No caso, Stuxnet. Mas não era qualquer vírus. Eles estavam frente a frente com o maior demônio digital da história. O vírus mais complexo, inteligente e destrutivo que alguém havia criado.

Seu computador talvez esteja contaminado por ele agora mesmo. Mas ok. Não tem problema. O bichinho é inofensivo para Windows, Mac OS ou qualquer sistema operacional que você conheça. Esse vírus não foi feito para danificar computadores, mas para destruir centrífugas de urânio. Mais precisamente, as centrífugas do Irã. O Stuxnet é uma arma de guerra.

Ele só atua em um sistema operacional chamado Scada, desenvolvido pela empresa alemã Siemens. Esse sistema controla centrífugas de urânio.

Mais: ele não invade qualquer sistema Scada. Cada tipo de usina de enriquecimento de urânio usa esse sistema numa configuração particular. E o vírus foi programado para atacar só a configuração que as usinas do Irã usam. Para completar, ele tem uma especialidade: caça computadores localizados no Irã. Apesar de ter se espalhado pelo planeta em 2010, atingindo pelo menos 100 mil computadores, a distribuição geográfica dele não foi uniforme: 60% das infecções aconteceram em território iraniano. Entrar em micros do Irã (ou de qualquer outro lugar) é fácil. Mas penetrar as instalações nucleares são outros quinhentos. Elas não têm conexão com a internet, justamente para evitar ataques desse tipo. A estratégia do vírus, porém, era clara: contaminar em massa os computadores pessoais do país contando com que algum funcionário tivesse seu pen drive infectado em casa e acabasse levando o vírus para as instalações nucleares. Pelo jeito, foi o que aconteceu. Genial.

O que o vírus fez

O Stuxnet mostrou que um vírus de computador pode destruir máquinas fisicamente, causando mais danos do que se um grupo de vândalos entrasse nas instalações e quebrasse tudo no porrete. O primeiro passo para entender como ele conseguiu isso é visualizar como funciona o enriquecimento de urânio. Para construir uma bomba atômica, você precisa desse elemento - é a explosão dele que gera as energias atômicas de uma bomba nuclear. Mas o urânio que as mineradoras extraem é inútil, pelo menos logo que sai da Terra. É que existem dois tipos: o Urânio 238 e o 235. A espécie mais energética, que serve para usinas nucleares e bombas, é o 235. O 238 é praticamente lixo. Só que eles existem grudados na natureza. Uma pedra de urânio é sempre formada por essas duas variedades. E a quantidade de urânio ruim é sempre bem maior: em cada tonelada de urânio, existem só 7 quilos do 235.

Então alguém precisa separar o joio do trigo. Aí é que entram as centrífugas. São cilindros que giram a mais de 1 000 rotações por segundo. O movimento lança os átomos de U238 (mais pesados) contra a parede do equipamento. E lá no meio o que sobra é um urânio cada vez mais rico em U235.

Se você quiser uma bomba atômica, vai precisar de U235 praticamente puro. Para conseguir isso, milhares de centrífugas processam urânio bruto o tempo todo.

É aí que o Stuxnet age. As centrífugas de Natanz rodam a 1 064 giros por segundo. Quando o vírus invade o sistema, ele manda a rotação aumentar em 40%. Mas só por 15 minutos, para não levantar suspeitas. Enquanto faz isso, ele ainda manda o sistema de segurança das instalações dizer que está tudo bem. E os engenheiros não veem nada de errado. Aí passam mais algumas semanas e tome 40% a mais outra vez. O alumínio dos rotores não aguenta o esforço e racha. E tchau centrífugas. Foi o que aconteceu no Irã.

O vírus não chegou a destruir todas: foram cerca de 1 000 das 8 692 centrífugas. Provavelmente ele só conseguiu invadir parte do sistema.

Mesmo assim foi algo inédito. Acreditava-se que só uma ação militar que bombardeasse o Irã pra frear o enriquecimento de urânio no país poderia causar um estrago tão grande.

Operação abafa

Tão grande o estrago, aliás, que o próprio Irã não quis assumir a existência do ataque num primeiro momento. Nenhum engenheiro veio a público dizer o que aconteceu exatamente na usina (o parágrafo que abre este texto é baseado numa suposição sobre como os funcionários teriam reagido à quebra das centrífugas). Só sabemos o modus operandi do Stuxnet graças aos técnicos que analisaram cópias do vírus encontradas em computadores comuns - estava tudo escrito no código do programa.

O governo iraniano só se manisfestou em junho de 2010, quando o vírus foi descoberto na Bielo-Rússia. Na ocasião, Ahmadinejad disse que o Stuxnet só tinha atingido computadores pessoais dentro das usinas. Apenas em novembro o presidente do Irã finalmente admitiu: sim, o vírus tinha danificado "uma quantidade limitada de centrífugas".

Mas o Instituto para a Ciência e a Segurança Internacional (uma organização que monitora instalações nucleares mundo afora - usando inclusive funcionários delas como informantes), sabe que o Irã desativou por volta de 1 000 centrífugas entre novembro de 2009 e fevereiro de 2010, bem na época em que o vírus estava agindo. Aí foi só juntar A com B. Quando Ahmadinejad assumiu o problema, não restaram dúvidas. Um vírus tinha vencido uma batalha contra um país. Mas quem estava por trás do ataque?

Quando alguém pergunta quem criou este ou aquele vírus, a imagem que vem à mente é a do nerd no quarto invadindo sistemas de segurança em busca de notoriedade entre seus pares. Mas não foi daí que surgiu o Stuxnet. Ele é bem mais do que um vírus comum. Especialistas calculam que seria necessária uma equipe de 6 a 10 pessoas trabalhando por 6 meses para criar um vírus tão esperto. Sem falar no aparato de espionagem: o Stuxnet sabia como as centrífugas iranianas funcionavam. Conseguir informações assim não é para pessoas comuns. É coisa para governos.

Suspeito número 1: Israel. Suspeito número 2: EUA. Suspeito número zero: Israel e EUA, em conjunto. Fontes ligadas ao governo americano disseram ao New York Times, sob anonimato, que o serviço de inteligência dos EUA estudou como invadir os sistemas da Siemens usados nas instalações iranianas. Essas informações, segundo eles, foram passadas para Israel, que teria testado a eficácia do Stuxnet nas centrífugas em que faz seu próprio urânio enriquecido. Também há uma evidência mais pitoresca. Um dos arquivos do Stuxnet se chama Myrtus ("Esther", em hebraico). Seria uma referência ao Livro de Esther, do Antigo Testamento. Ele relata um complô persa para destruir os judeus - e os persas foram o povo que deu origem ao Irã. Seja como for, ninguém tinha assumido a autoria até o fechamento desta edição.

Note que essa não é uma história de mocinhos e bandidos. Dessa vez, o interesse contra a proliferação de armas atômicas contou contra o Irã. E não é exagero dizer que o vírus "salvou o mundo" ao atrapalhar Ahmadinejad. Quanto mais tempo se ganha antes de ele entrar para o clube atômico, maior a chance de uma saída diplomática para as rusgas entre o Irã e o Ocidente. Mas o feitiço também pode ir contra o feiticeiro.

Para o engenheiro americano John Weiss, um dos primeiros a estudar o Stuxnet, a ameaça de ciberataques vale para todos. Recentemente, ele reuniu evidências de 180 casos de grandes sistemas de infraestrutura danificados em diferentes partes do mundo. E considera que boa parte aconteceu de propósito. "Houve um caso em que uma usina de energia americana ficou duas semanas parada e ninguém sabia o que era. Ninguém avisou as autoridades, nem o FBI, porque acreditavam, como sempre, que era só um problema técnico. Mas quem garante que não foi um ataque de vírus?", diz.

Para deixar o cenário ainda mais preocupante, os especialistas no assunto são unânimes: preparar um ciberataque massivo - capaz de parar um país inteiro - seria relativamente simples. E barato, pelo menos do ponto de vista dos orçamentos militares, sempre na casa dos bilhões de dólares.

Em um congresso de hackers em Las Vegas, em julho de 2010, o especialista em espionagem informática Charlie Miller calculou que seriam necessários não mais que US$ 100 milhões para realizar um ataque cibernético eficaz contra os EUA. "Trabalhei em condições reais, como se a Coreia do Norte tivesse me contratado para orquestrar a ofensiva", explicou Miller na época.

Cientes dos riscos, alguns países estão estudando formas de se proteger contra vírus e hackers. Em setembro do ano passado, o Departamento de Segurança Interna dos EUA realizou, junto com outros 11 países, o exercício de um plano de defesa. Batizada de Cyber Storm III, a operação examinou como uma nação reagiria se serviços essenciais, como o sistema financeiro, fossem tirados do ar do dia para a noite. "Existe uma probabilidade real de que, no futuro, o país seja alvo de um ataque destrutivo. Precisamos estar preparados", disse à época o general Keith Alexander, comandante de uma nova unidade militar americana voltada especificamente para ameaças eletrônicas. Pois é. Uma 3a Guerra Mundial pode estar longe. Mas a 1a Guerra Digital não. Essa já começou.


1ª Guerra digital

As maiores batalhas

Estônia fora do ar

Orgulhosa de ter quase todos seus serviços estatais online e de ter feito as primeiras eleições nacionais pela internet, a Estônia chegou a ter o apelido de "e-stônia". Em 2007, o país sofreu um ciberataque que tirou do ar todos os sites do governo, além das páginas de jornais, TVs e bancos. O motivo? Uma polêmica sobre a remoção de uma estátua que causava discussões entre adeptos e opositores do antigo sistema comunista do país. Os russos foram acusados, mas até hoje não sabem a origem do ataque.

Vingando Assange

Em dezembro de 2010, a prisão de Julian Assange, criador do Wiki-Leaks, despertou um onda de ciberataques. Em nome da liberdade na internet, a Operação Vingar Assange conseguiu derrubar sites de instituições financeiras que deixaram de intermediar doações ao Wiki-Leaks - Visa, Mastercard, PayPal e PostFinance. Também atacou o site do Ministério Público da Suécia, autor do pedido de prisão contra Assange por assédio sexual, e a página do senador americano Joe Lieberman, que acusou o WikiLeaks de espionagem contra os EUA. Em um dos banners deixados na internet por participantes do ataque, podia-se ler: "A primeira guerra de informação foi deflagrada. A campo de batalha é o WikiLeaks. Os combatentes são vocês". Foram ataques simples, facilmente resolvidos pelas empresas, mas que demonstraram o poder de mobilização e a ameaça que uma horda de hackers amadores pode representar.

China x Google

Em janeiro de 2010, hackers chineses foram acusados de invadir sistemas de 20 empresas americanas, entre elas o Google. Segundo a empresa, os hackers estariam acessando, a pedido do governo chinês, as contas de e-mails de ativistas contrários ao regime. Em represália, o Google anunciou que encerraria suas operações na China. Mas não chegou a tanto: só passou a redirecionar sua página chinesa para seus servidores em Hong Kong. Nisso, conseguiu escapar das leis de censura de lá, que impedem a busca com expressões como "direitos humanos", por exemplo. Seja como for, não fez muita diferença para os chineses. Lá o monopólio sempre foi de um buscador local: o Baidu.

Pequim sequestra a rede

Os casos de ações cibernéticas não se limitam apenas aos rebeldes atacando o sistema. O império também contra-ataca. Em abril de 2010, a Comissão de Revisão de Economia e Segurança China-EUA trouxe a público o fato de que a China teria "capturado" 15% de toda a internet por 18 minutos, desviando dados por meio da China Telecom. Sim, o país estaria interferindo não apenas na internet chinesa (toda controlada, como se sabe), mas na de todos os países. O governo americano admitiu o fato, mas, oficialmente, não chegou a considerá-lo como um caso de ciberataque. O episódio serviu como um alerta global para a facilidade de um país interferir na estrutura de comunicações de outro e, mais ainda, que ninguém está imune à ciberguerra.
Parece coisa de filmes do James Bond não é? Mas é impressionante o que uma mente criativa e um computador podem fazer.